segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ATENÇÃO PARA OS CUIDADOS NO TRANSPORTE COLETIVO

Do site da SES

A prevenção de várias enfermidades respiratórias infectocontagiosas se faz com atitudes simples. O mesmo é válido para a Influenza A (H1N1). Apesar de se tratar de uma doença nova, sua transmissão e as formas para se evitar o contágio são as mesmas da gripe comum. Por isso, ao usar o transporte coletivo, as pessoas devem tomar algumas precauções para que estes espaços não se tornem pontos de disseminação do vírus.

O especialista em Pneumologia Sanitária, Ailton Cezário Alves Junior, faz uma série de recomendações àqueles que estão com os sintomas da nova gripe. Segundo o médico, é importante que estes pacientes sigam as orientações para evitarem sair de suas casas e, consequentemente, o uso do transporte público. “O ônibus e o metrô, por exemplo, propiciam a aglomeração de pessoas. É recomendável que elas evitem a circulação para não termos uma maior propagação do vírus. Isto é válido para qualquer pessoa que esteja com sintomas de gripe ou resfriado”, avalia.

Ailton reconhece, no entanto, que existem situações em que é inevitável que pacientes com sintomas usem o transporte público. Nestes casos, é importante observar alguns cuidados. “A primeira recomendação é que as pessoas sintomáticas usem máscaras cirúrgicas comuns. Na impossibilidade do uso da máscara, devemos estar atentos ao que chamamos de ‘etiqueta da tosse’. Se a pessoa for tossir ou espirrar, ela deve aparar esta tosse ou espirro, ou seja, cobrir com um lenço de papel ou, preferencialmente, de pano. Se ela não portar lenços, a alternativa é tossir ou espirrar cobrindo a boca ou o nariz com o antebraço e o cotovelo. Nunca se deve tossir ou espirrar diretamente sobre as mãos”, revela.

Este comportamento se justifica porque o também se transmite o vírus pelo contato indireto e não só por via aérea. “Quando espirramos ou tossimos, expelimos gotículas, com raio de alcance de aproximadamente um metro. Se cobrimos a boca diretamente com as mãos, por exemplo, elas podem ser fonte de disseminação do vírus, uma vez que nos seguramos ou nos apoiamos nos tubos metálicos no interior destes veículos. Isto pode deixar o vírus nestas estruturas metálicas e basta alguém passar as mãos sobre o local e em seguida leva-las às mucosas da boca, do nariz ou dos olhos para que ocorra a transmissão da doença”, explica.

O pneumologista também orienta que os passageiros do transporte coletivo deixem sempre as janelas abertas para facilitar a circulação natural do ar no interior dos veículos. “Sabemos que muitas vezes as pessoas optam por manter as janelas fechadas, devido às temperaturas reduzidas. Porém, a circulação do ar é fator importante para que o vírus não esteja presente no ônibus, metrô ou até mesmo nos táxis”.

Aílton Cezário também relembra que, ao chegar ao destino, o passageiro deve lavar as mãos com água e sabão, ou ainda fazer uso do álcool gel, além de sempre se evitar levar as mãos à boca, nariz ou olhos. “São hábitos que podemos adotar no nosso cotidiano e assim estaremos não só prevenindo a Influenza A (H1N1), mas como a gripe normal, resfriados e outras doenças que se transmitam por via aérea ou contato indireto”, completa.

Outra parte

Mas nem só os passageiros devem observar alguns hábitos. O médico lembra que a participação dos empresários e gestores do transporte público também é fundamental. “As empresas poderiam orientar os condutores dos veículos a manter as janelas abertas. Também seria recomendável ampliar a higienização dos bancos e estruturas internas dos ônibus e metrôs, além de disponibilizar espaço para afixação de cartazes com instruções e informações sobre a nova gripe e como fazer a prevenção”, pondera.

Para promover estas ações, o Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A (H1N1) agendará uma reunião com a BHTrans, Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e representantes de empresas do transporte coletivo. O objetivo será alinhar as medidas e transformar o sistema público de transporte em mais um aliado na prevenção da doença.

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